Empreendimentos

quarta-feira, 18 de março de 2015

AUTISMO (ASPERGER), ANTONIN ARTAUD E O TEATRO



(No fim deste artigo, caso queira, poderá acessar a obra acima: A Sombra do Pai)


Após haver descoberto em 2014 que possuo desde a infância o que a medicina atual reconhece como Transtorno do Espectro Autista, ou Síndrome de Asperger, conforme antes se nomeava, muito do que já havia escrito começou automaticamente a passar por uma revisão em minha mente, revelando novos significados. Isto é uma verdade principalmente na obra A Sombra do Pai, que é em parte ficção, em parte baseada em dados  documentais da vida do ator frans, também poeta, escritor e diretor de teatro, Antonin Artaud. Comecei a me perguntar se Artaud possuiria também aspectos do espectro autista. Seria necessário um estudo muito profundo para chegar a uma conclusão mais acertada. Mas pelo que já refleti, Artaud possuía algumas características nas quais eu, como autista, intuitivamente senti afinidade. Embora os autistas possam ser vistos como pessoas com uma capacidade de empatia muito reduzida, pela minha experiência e a visão de pesquisadores eles tem na verdade uma empatia e uma sensibilidade em excesso, o que causa todo o desequilíbrio. Cada caso possui particularidades diferentes. Contudo, em geral, o cérebro do autista tem uma dificuldade maior em agrupar e organizar certos estímulos do meio externo (podendo ser sons, vozes, cores, cheiros, etc), o que acaba por causar uma sobrecarga de estresse em seu sistema nervoso, que por consequência se torna frágil. Assim, devido a uma sensibilidade extrema, o seu organismo, em busca de uma defesa, cria automaticamente um isolamento em torno de si, e se guia de uma forma muito lógica, seguindo padrões de comportamento que servem como um escudo de proteção contra o excesso de sons, pensamentos, interrupções, ou outros fatores em geral que lhe agridem. Com isto, o autista se desliga, isolando-se em seu modo de ser particular, o que dificulta e mesmo impede com que aprenda a relacionar-se com os demais de forma satisfatória.

Assista nos vídeos abaixo alguns exemplos de uma grave desordem sensorial do espectro autista.




As emoções e reações dos outros podem parecer rápidas, violentas demais para o autista, e também incompreensíveis, visto que não estão de acordo com os padrões de comportamento e pensamento que seu cérebro é obrigado a utilizar para se guiar no mundo. Com certeza encontrei em Artaud muitos fatores em comum com estas características, o que se poderá verificar no livro A Sombra do Pai. O seu sistema nervoso era de fato muito frágil desde criança. Sofria convulsões inexplicáveis. Com um caráter por vezes irritadiço, tinha dificuldade em controlar suas atitudes, principalmente quando entusiasmado.

Temos um exemplo muito claro disto no livro A Sombra do Pai quando Artaud é advertido pelo seu diretor Dullin a não interpretar o Imperador Carlos Magno de certa forma em um espetáculo. E no entanto, em plena apresentação, Artaud desconstrói seu personagem do modo que sempre quis, fazendo-o arrastar-se no chão de uma forma intensa e alucinante. Para Artaud, agir assim não era apenas uma meta que tinha traçado, mas um extrema necessidade interna. Lembra-me muito a minha própria dificuldade em quebrar padrões, principalmente quando iniciava e me via absorvido em uma atividade ou projeto. Ter de mudar de direção para o autista muitas vezes é como quebrar um equilíbrio interno dentro de si, frágil e conquistado a muito custo, o que resulta em um intenso mal estar interior, ferindo-o e causando-lhe irritação. Devido a este fato, a revolta e a impetuosidade de Artaud em não conter seus impulsos é algo que sempre me tocava forte de alguma forma. Embora, diferente de Artaud, por questões da infância, eu tenha por muito tempo me sentido culpado por minha inadaptação, e me fechado, impassível, em vez de gritar ou me rebelar contra as situações que não conseguia suportar. Na verdade, é possível que estivesse buscando a própria rebeldia de Artaud, tendo em vista que gritar e parecer um desajustado poderia talvez ser bem melhor do que me calar e ser uma pessoa, além de inadequada, sem ação, alguém que somente consegue guardar para si o veneno da dor. Artaud sempre se recusou a guardar a dor somente para si, e além disto, ousou mais: ousou denunciar que seu sofrimento era na essência o sofrimento de todo ser humano. Ao contrário dele, muitos simplesmente se dava ao luxo de ignorar o mal estar universal frente ao mundo devido a puro comodismo, ou por não possuírem a mesma sensibilidade extrema. Nas palavras de Artaud, em seu texto O Pesa Nervos, "O difícil é encontrar o seu lugar exato e reencontrar a comunicação consigo mesmo. Tudo está em um certo pipocar das coisas, [...] em torno de um ponto que falta justamente por encontrar." Por coincidência ou não, estas são palavras ideais para descrever uma condição autista.




Artaud sofria com sua sensibilidade, não apenas de forma física e nervosa, mas também afetivamente. Escolheu o teatro como um meio de cura e de trilhar o seu destino. E após o meu diagnóstico, pude entender muito mais o porquê. No trecho desta obra em que descrevo seu treinamento de ator com o diretor Dullin, vejo muito de mim mesmo quando também havia intentado o teatro. Primeiramente, os exercícios teatrais de sensibilização, atenção e inter-relação possuem um aspecto terapêutico, podendo significar uma possibilidade de finalmente se acalmar, de finalmente sentir o mundo ao redor, de redescobrir uma forma de contato com o outro. Lembro que ao ler o primeiro livro sobre a arte teatral, do mestre russo Constantin Stanislavski, havia me encantado a máxima de que o ator deveria considerar seu ambiente de trabalho como se fosse algo sagrado, procurando realizar seu treinamento ou  ensaio  em  total  atenção, sem interrupções ou distrações,  a fim de atingir uma expressão ou  desempenho  pleno e autêntico do seu ser por inteiro, incluindo corpo e alma. Isto de alguma forma é algo que o autista procura fazer em seu ritual de padrões ou repetições. Ele procura se isolar das interrupções do mundo externo que o estão agredindo, a fim de encontrar enfim a paz em si mesmo. Desde os casos mais graves, em que o autista grita, fica na ponta dos pés, balança o corpo de um lado para o outro sem parar, até os casos mais brandos, em que a pessoa preserva a fala e um raciocínio compreensíveis, mas fica confusa ao ser interrompida em uma atividade, ou se sente mal quando não pode mais fazer algo que transformou em um ritual, ou se sente perdida ou isolada quando seu cérebro condicionado não consegue ligar-se a assuntos fora do seu interesse restrito; em todas estas situações o autista está tentando se concentrar em um padrão ou atividade que lhe possibilite se acalmar, se autorregular, a fim de que consiga sentir sem perder-se num mar de estímulos que para ele é insuportável. No trecho abaixo, retirado da obra A Sombra do Pai, é algo neste sentido que Artaud procura fazer em um período de suas primeiras internações. 

Em meio aos meus gritos abafados, meus sussurros, minhas orações desarticuladas, no delírio de meu corpo, que por vezes corria e transpirava, e caía, e rolava, numa tentativa extrema de cura, eu buscava um escape, uma fuga para fora do estrangulamento de uma imobilidade permeada de dores.
       Os que me tratavam, crápulas ordinários, escravos da altivez restrita de seus pensamentos, para minha desgraça ignoravam por completo o sentido oculto e superior de minhas ações. De modo algum podiam é claro, conceber minhas atitudes como uma coerente, lúcida e necessária tentativa para libertar-me do meu mal. Ao contrário, precisavam castrar a minha necessidade de gritar e de reagir contra a opressão interna de meu ser. (...)
     E assim o fizeram contra minha vontade, que para eles nada significava. Um dia arrancaram-me do meu quarto, interrompendo um dos meus fervorosos arrebatamentos (...)
     Doutos de um nada arrogante! (...) fizeram o que apenas sua ignorância letrada seria capaz: recebi injeções; doses e doses de morfina; mergulharam-me em um mar de antibióticos e produtos químicos, que me corromperam o sangue (...) afogaram-me no corrosivo abraço de entorpecentes e drogas químicas das quais regresso algum mais havia – regresso algum.
        

Os textos de Artaud sobre os problemas mentais inspiraram a Antipsiquiatria, um movimento que passou a considerar certos comportamentos incomuns não propriamente como uma doença, mas como uma forma do organismo tentar se autorregular e encontrar a cura. Neste sentido,  a  missão  do médico ou terapeuta seria evitar reprimir as atitudes não usuais do seu paciente, aceitando-as em um primeiro momento como parte importante do processo para se atingir o equilíbrio físico e mental. Em casos de autismo, esta prática é notória no método Son-Rise, no qual o terapeuta aceita e até mesmo compartilha as atitudes vistas como inapropriadas pelo senso comum,  repetindo-as junto com o seu paciente, compreendendo-as como uma necessidade, a fim de estabelecer  conexão e confiança. Neste processo, o terapeuta aprende como penetrar no mundo isolado, frágil do autista, para depois auxiliá-lo a encontrar uma saída do isolamento.

Abaixo, um vídeo explicando o método Son-Rise para o autismo.




Conforme o pensamento de Artaud, mais tarde compartilhado por outros médicos e estudiosos, a agressividade e a condenação pelos demais em relação às atitudes vistas socialmente como impróprias em nada auxilia, mas pelo contrário, acaba por agravar toda a situação, criando uma espécie de nó cego que detém ainda mais a pessoa no processo do seu comportamento, convertendo cada vez mais a sua condição em uma prisão sem saída. Resta reinvindicar como Artaud que este mal entendimento das coisas enfim acabe, e que os autistas, ou demais que sofram de outras feridas do corpo e da alma, outras formas dolorosas do não-ser, encontrem o amparo e a compreensão que necessitam e merecem, sem o veneno de críticas ou pré-julgamentos inadequados, livres de imposições sem consciência, de censuras tentando  obrigar seu organismo já castigado a suprimir reações – que além de necessárias no momento, escapam brutalmente do seu controle.            


       Enquanto não conseguirmos solucionar qualquer uma das causas do desespero humano, não teremos o direito de tentar a supressão dos meios pelos quais o homem tenta se livrar do desespero.
         (Antonin Artaud, em: Rebeldes e Malditos: Escritos de Antonin Artaud, pág. 24).




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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

SEU DNA PODE ALTERAR-SE! A TRANSFORMAÇÃO PELO PODER DO SOM!




Você sabia?

Estudos científicos comprovam que as ondas sonoras provocam profundas modificações em nosso corpo, podendo alterar inclusive o nosso DNA.

Sabe-se que nosso corpo é em sua maior parte formado por meio líquido, que por sua vez é suscetível ao som. Vibrações podem de fato afetar nosso líquido interno, o sistema glandular, mental, emocional...

Veja abaixo um vídeo espantoso onde vários tipos de ondas sonoras provocam desenhos e reações diversas em meio líquido.


Cientistas russos descobriram que componentes do nosso DNA seguem as mesmas regras da linguagem, e que reagem tanto ao efeito sonoro quanto a outras vibrações mais sutis, como o pensamento. 

Isto significa que determinada vibração constante pode, além de afetar nosso padrão cerebral, alterar até mesmo o nosso DNA! 

Abaixo, você poderá ver mais um vídeo com incríveis desenhos criados por diferentes ondas sonoras



O livro alemão "Vernetzte Intelligenz" (Rede de Inteligência), de Grazyna Fosar e Franz Bludorf, relata a aventura de cientistas russos, que resolveram investigar profundamente os misteriosos 90% do nosso DNA, porção que a ciência geral considerava "lixo", por não produzir proteínas nem aparentar qualquer utilidade perceptível. Contudo, o que estes cientistas descobriram é que os 90% antes ignorados são uma verdadeira Internet biológica, responsáveis por fenômenos fantásticos como clarividência, intuição, auto-cura... Também descobriram que o DNA consiste num registro de informações que pode ser alterado mediante a tonalidade de frases ou vibração pura sonora. 

Veja no fim deste post links que ampliam este assunto! 


Tendo por base estudos como estes, surgiram as doses sonoras, vibrações específicas criadas para produzir certas reações no cérebro e no organismo todo, visando resultar em várias sensações ou estados, como alegria, atenção, bem-estar... Vejamos abaixo alguns exemplos de doses sonoras.

Para saber mais, acesse:

http://animamundhy.com.br/blog/cientistas-dna-funcoes-mediiunicas-telepatia-clarividencia-contato-interdimensional

A pesquisa científica.
Fonte original em inglês:

http://eng.wavegenetic.ru/index.php?option=com_frontpage&Itemid=1

domingo, 23 de fevereiro de 2014

EQUILIBRANDO AS SUAS VIRTUDES NO TEMPO


A verdade é que a renovação da energia é o coração de tudo que importa.
Tony Scwartz


Após a série de 06 posts "Equilibrando a sua Energia no Tempo", voltamos com mais informações preciosas do conferencista e escritor Tony Scwartz. Aqui vamos aprender que não basta nos focarmos apenas em uma virtude, como a determinação, a coragem, ou o que for, se não usarmos igualmente uma outra virtude diferente para equilibrar nossa ação. Sem este equilíbrio sobre o qual Tony nos fala, estaremos destinados sempre a esgotar a nossa energia no tempo, e a falhar em nossos propósitos. 


O texto abaixo for retirado de uma palestra de Tony Scwartz. Você também tem a opção de ouvir a palestra em sua versão áudio em português, logo abaixo. Mas não deixe de assistir outro áudio e um vídeo importantes que estão também neste post. 


OPÇÃO: PARA OUVIR ESTE POST EM ÁUDIO, CLIQUE NO PLAYER ABAIXO. 



O capitalismo de livre mercado tem nos gritado como uma mãe neurótica e enlouquecida: Faça mais rápido! Trabalhe mais! Mais e mais! 


    Quadro de Goya. Deus grego Cronos,
    representação do tempo devorador.

A questão é que o mundo possui recursos finitos e a nossa demanda é cada vez maior, superando a nossa capacidade.

E se as tarefas tendem a aumentar, você acredita que sua capacidade também vai aumentar infinitamente para cumprir todos os compromissos?

Nos encontramos hoje em uma crise de energia. Existe uma crise energética que se relaciona aos recursos naturais do planeta. Contudo, também há uma crise de energia ocorrendo dentro de nós.
A verdade é que a forma com que trabalhamos não está funcionando. Precisamos de algo novo, de um novo paradigma. Precisamos aprender a gerir a nossa energia ao invés do tempo.
A boa notícia é que a energia, ao contrário do tempo, está dentro de você, podendo ser expandida e renovada, ou seja, usada de modo mais eficiente.

O sistema humano precisa de quatro tipos diferentes de energia para executar o seu melhor.

A primeira fonte de energia é o físico – a quantidade de energia que você possui.
A segunda fonte de energia é o emocional – a qualidade da sua energia. O que você sente influencia diretamente a qualidade do que você executa.
A terceira fonte de energia é o mental – este é o foco de sua energia.
A quarta fonte de energia é a do espírito humano – sua ativação se dá quando você faz algo que tem um profundo propósito ou sentido para o seu ser.

Em outras palavras, é necessário uma aldeia, uma vila inteira interna para executarmos nossas vidas.
A questão é como aprender a gerir a nossa energia de modo mais eficaz?

Para isto não há uma resposta simples. A resposta está na nossa capacidade de gerir certas forças. Este conceito vêm dos estóicos, e se chama Anacolouthia. Significa o mútuo inter-relacionamento entre as virtudes. Nenhuma virtude é uma virtude apenas sozinha, por si mesma. Ela sempre precisa de uma outra para complementá-la.

Honestidade ou sinceridade sem compaixão é crueldade.
Tenacidade ou perseverança sem flexibilidade é rigidez, paralisia. 
Coragem sem prudência é imprudência ou estupidez.

O problema é que no desespero nos agarramos apenas a um desses elementos, nos lançamos em uma fome desesperada por respostas. Somos obrigados a agir assim devido a necessidade de segurança em um mundo perigoso. Queremos saber uma coisa ou outra, o certo ou o errado.

Por isto vamos olhar como gerir melhor as quatro dimensões de nossa energia, levando em conta que é necessário equilibrar a dualidade das virtudes.  

Vamos começar com o nível físico.
A maioria de nós vive o mito de que devemos a cada ano operar como computadores de alta velocidade continuamente durante longos períodos de tempo, executando vários programas ao mesmo tempo.

Contudo, o ser humano está projetado para se mover entre o gasto e a renovação da energia. Nossa frequência cardíaca desce ou sobe durante o dia, dependendo da demanda. O mesmo é verdade para a nossa pressão arterial. Nossas ondas cerebrais estão destinadas a moverem-se entre uma alta frequência de atividade elétrica durante o dia e uma frequência menor à noite, para que você seja capaz de dormir. Os músculos estão destinados a se contraírem em face da demanda, e depois relaxar. Se isto não acontece você tem dor de pescoço e dor nas costas. Chamamos isto de repercussão estrutural, mas na verdade é um fracasso na gestão da sua energia. Precisamos de uma nova visão. Temos cometido o erro de valorizar acima de tudo o gasto de energia, e subestimamos a demanda.

A verdade é que a renovação da energia é o coração de tudo que importa. Grandes atletas compreendem intuitivamente, instintivamente, como renovar a sua energia para alcançar um alto desempenho ou performance sustentável. O que um atleta faz quando entende isto é chamado de periodização, que é a gestão entre as relações de trabalho e descanso. O atleta entende que a renovação de energia é tão importante quanto o gasto de energia. Temos que aprender a nos mover de forma eficaz entre o gasto e a renovação de energia. Quanto mais você gasta energia de forma intensa e focada, compensando-a posteriormente com uma profunda renovação, mais saudável, poderoso e eficaz você irá se tornar.

Agora vamos falar sobre equilibrar as virtudes na gestão de energia.  Vamos falar sobre a nossa confiança e a nossa humildade.

Acreditamos que a certeza é poder e que sermos vulneráveis nos torna fracos. Contudo, o que fazemos muitas vezes é criar uma falsa confiança para esconder nossos próprios medos e fraquezas. Esta falsa confiança não possuí o equilíbrio da humildade e se torna arrogância, uma exagerada autoestima. A verdade é que a força em demasia torna-se fraqueza. Reconhecer a nossa fraqueza torna-se uma força. Reconhecendo nossas próprias falhas, nos abrimos para mais aprendizagem e mais crescimento. Aprendemos a nos reconectar com os outros. Reconhecer nossas falhas é um portal para nos reconectarmos com os outros. A humildade é uma palavra grega que significa aterrado.       

Na dimensão mental, usamos o lado esquerdo do nosso cérebro de modo analítico e racional e fazemos uma suposição mítica de que a criatividade é algo genético, algo mágico que não pode ser ensinado. Precisamos urgentemente da criatividade em nosso mundo atual; precisamos de respostas para os problemas que enfrentamos. A verdade é que a criatividade emerge do cérebro inteiro e pode sim ser ensinada de forma sistemática. Por isto é bom termos crescido aprendendo a desenvolver o nosso cérebro esquerdo. Contudo, temos subestimado o cérebro direito, que é intuitivo, imaginativo, e talvez, acima de tudo, tem a capacidade de ser o sistema integrativo que tanto precisamos para simplificar o nosso mundo. Precisamos aprender a usar estes dois hemisférios juntos. A criatividade é um movimento que emerge ao longo de certos estágios em que a dominância do cérebro esquerdo racional se altera para o direito intuitivo. Isto torna possível construir sistematicamente um processo pelo qual poderemos acessar as áreas mais profundas e criativas de nosso ser. 

Finalmente, há um dizer sobre a dualidade das virtudes que se relaciona ao campo espiritual de energia. A energia espiritual é aquela derivada da experiência de um grande senso de propósito. Quando algo realmente lhe importa, você será mais persistente e enfrentará os obstáculos com uma força extra. Você será guiado por uma imagem intensamente persuasiva que sempre aponta para a sua missão. O problema é que mais uma vez temos sobrevalorizado uma virtude em detrimento de outra, fazendo um desserviço a nós mesmos. Adotamos o mito de que servir os outros é o maior dos produtos, e que às vezes devemos fazer isto, excluindo-nos e descuidando de nós mesmos. A realidade é que se você não cuidar de você mesmo, você não poderá cuidar dos outros. Isto é óbvio. Se você está em um avião ao lado do seu filho e há um acidente que provoca falta de ar, dizem que o movimento certo é pegar a máscara de oxigênio e colocar em seu próprio filho. Contudo, o movimento certo é pegar a máscara de oxigênio e colocar em você mesmo.   

Precisamos encontrar uma maneira de equilibrar o cuidar dos outros com o cuidar de nós mesmos. Compaixão em excesso se torna fadiga e causa nossa auto-destruição.

Trecho do filme Jesus Cristo Superstar.
Jesus - aprendendo a ser "egoísta" para amar. 



Devemos aprender, acima de tudo, a amar a nós mesmos. Amar a nós mesmos não significa apenas amar o melhor de nós, ou amar o melhor que aspiramos ser, mas significa também amar a parte de nós que fez menos pontos, amar e perdoar a parte que tendemos negar como algo inaceitável.

(É como no poema "Notícias Amorosas", de Carlos Drummond. O poema diz que devemos "... amar a nossa falta mesmo de amor, e na secura nossa, amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita." Ou seja, não é negando ou julgando nossas fraquezas, que vamos superá-las. Poderá ouvir o poema completo no player abaixo. Dan Tell)

Poema Notícias Amorosas.
Voz: Paulo Autran
Confira mais de Paulo Autran, CLICANDO AQUI!

É um paradoxo que para viver precisemos nos esforçar mais e igualmente nos esforçar menos. Contudo, a verdade é que quando aprendermos a descansar com eficiência, renovando nossa energia, poderemos realmente fazer mais. Será assim que conseguiremos criar ondas em nossa vida, capazes de alterar a nossa realidade.   






sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

EQUILIBRANDO A SUA ENERGIA NO TEMPO - 06 de 06



Parte Um - Clique Aqui para Acessar!


 CONTINUAÇÃO:

Chegamos ao último post desta série. Abaixo, mais algumas palavras de Tony Scwartz.

Somos criaturas de hábitos. O que você fez ontem, é o que vai fazer hoje e provavelmente amanhã.



Precisamos reconhecer que nosso pensamento, que nosso consciente, não é a melhor maneira de fazer a mudança. 

Precisamos fazer uma alteração do nosso sistema nervoso autônomo. Precisamos modificar parte de nossa fisiologia que faz as coisas automaticamente.



A resposta é criar rituais, nos quais vamos repetir, e através desta repetição, vamos mudar o nosso automatismo. 

Quando alcançarmos sucesso, vamos fazer a coisa certa, sem nem ao menos ter de pensar nisto. 

No áudio abaixo você logo saberá mais sobre os rituais dos quais Tony fala. Esta parte do seu ensinamento lembra muito certos trechos da obra O MURO DEVORADOR, na qual o personagem principal utiliza um ritual físico para deter o mal-estar e a intensa ansiedade que começara a sentir. Vejamos abaixo um trecho da obra. 

     Quer saber mais sobre esta obra?

Tudo começara com aquele muro, com a obsessão que Helmuth lhe transmitiu pelo ar como um vírus, e que se alastrou pelo seu corpo no ritual de cada ação realizada, em cada tijolo ansiosamente assentado.   Éversom compreendia que tudo começava pelos medos, os quais abriam portas e brechas na alma. Mas era com o ritual das ações físicas que o trauma e os vampiros penetravam decisivamente na mente, apossando-se do corpo. A cada pensamento neurótico de urgência, na entonação alterada da voz, no ritmo apressado e ansioso de cada gesto, de cada atitude, como em um teatro infernal da vida cotidiana, as pessoas permitiam-se constantemente possuir e assombrar pelos seus fantasmas malditos. Ele mesmo caíra nesta armadilha outra vez.  Então, dali em diante, tudo seria diferente. Éversom já sabia o que fazer: criar ações e atitudes totalmente contrárias à ansiedade, invertendo aquele processo auto-destrutivo. Exatamente como escrevera o seu amigo escritor em "A Opressão do Pai", naquele livro sobre um personagem histórico, um francês e gênio delirante do teatro moderno. Embora não tenha lido toda a obra, soube em um relâmpago de compreensão intuitiva que Dan Tell escrevera sobre isto, que a técnica estava lá. Havia uma frase, algo como “um ritual de teatro na própria vida; faça desse modo, com todo seu ser; faça como se assim fosse, e assim será”.
Assim será.
Então, seria pelo ritual de um novo comportamento que ele agora expulsaria de modo mais intenso do corpo aqueles espectros insaciáveis e maus do pensamento, impedindo-os de retornar. 

    Saiba mais, clicando aqui!


O texto acima fala sobre o ritual físico, explicando que o modo de se comportar ou utilizar o corpo pode afetar-nos de forma positiva ou negativa. 

Clicando no áudio abaixo, poderá saber mais como preservar a sua energia e o seu bem-estar através de rituais.   

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

EQUILIBRANDO A SUA ENERGIA NO TEMPO - 05 de 06


Você não tem apenas a necessidade de se recuperar. 
Você tem a necessidade de se recuperar de uma forma muito particular. 
Tony Scwartz


Parte Um - Clique Aqui para Acessar!

 CONTINUAÇÃO:

Continuemos ouvindo o áudio. Tony Scwartz explica a seguir a importância da auto-renovação de nossa energia. 


Clique no player abaixo para ouvir. 





No próximo post, saiba porque não adianta apenas descobrir onde está o problema e afirmar que se precisa tomar outra atitude na vida. Tony explica os passos para uma mudança mais profunda. 

Próximo post: Acesse aqui!


segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

EQUILIBRANDO A SUA ENERGIA NO TEMPO - 04 DE 06

Sabe qual é a sensação quando você alcança o seu potencial maior?


Parte Um - Clique Aqui para Acessar!

 CONTINUAÇÃO:

Conheça agora os quadrantes de energia. Vá clicando nos players abaixo para ouvir e acompanhe as imagens enquanto ouve as explicações. 

 









Na imagem acima, à direita e abaixo:
Zona de Manutenção ou Recuperação.


Sob um stress contínuo, o corpo reage biologicamente como se estivesse sendo ameaçado. O sistema é sobrecarregado e envenenado pelo excesso de cortisol. 


Para ser eficiente na ação.. 

... é essencial ser um profissional do repouso (um perito na recuperação da energia).  


No próximo post, ouça sobre a importância em equilibrar o repouso e a ação na vida.  

Para acessar, CLIQUE AQUI!



quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

EQUILIBRANDO A SUA ENERGIA NO TEMPO - 03 DE 06


  Parte Um - Clique Aqui para Acessar!

 CONTINUAÇÃO:

Agora que já conhecemos anteriormente os quatro campos de energia do ser humano, que tal vermos como estamos usando todo este conjunto de forças no tempo?

Para fazer uma análise de seu desempenho energético, e saber o quanto falta investir para você alcançar seu potencial maior, marque em um papel "sim" ou "não" para cada afirmação abaixo e depois ouça o resultado, clicando no player de áudio, no final deste post.  

















 Muito bem! Esta é a última. Agora clique abaixo e ouça o resultado.      

  

      No próximo post conheça os Quadrantes de Energia! 

    E descubra quais as sensações que você terá quando estiver equilibrado, alcançando plenamente o seu potencial maior. 

Para acessar a parte 04, CLIQUE AQUI!

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

EQUILIBRANDO A SUA ENERGIA NO TEMPO - 02 DE 06



  Parte Um - Clique Aqui para Acessar!

 CONTINUAÇÃO:

Através do áudio logo abaixo, vamos conhecer as quatro fontes de energia humana, a saber:


O RESGATE DO CORPO PERDIDO
Por que a transformação começa com o corpo? 


A capacidade física, por sua vez, tem três componentes:




Ter a atenção interrompida é uma das maiores causas da falta de produtividade e de profundidade no trabalho que você faz. (Tony Scwartz)


É o alinhamento entre o que você diz que é importante em sua vida e o que você realmente vive. (Tony Scwartz)

Saiba mais escutando o áudio abaixo. 


Que tal descobrir como está o seu desempenho nestas quatro esferas da energia humana? 

Para acessar o próximo post, CLIQUE AQUI! 



quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

EQUILIBRANDO A SUA ENERGIA NO TEMPO - 01 de 06





Esta é uma série de 6 postagens que tem como objetivo divulgar os ensinamentos de Tony Scwartz, pesquisador, escritor e conferencista, que ensina de um modo inovador como lidar com este gigante, que principalmente hoje, na vida moderna, parece ser um obstáculo e um desafio a tantos: o tempo.

Teremos em cada postagem um áudio realizado em português, que é uma transcrição aproximada do original em inglês, em que Tony Scwartz, em uma palestra para a empresa Google, revela a essência principal de suas ideias e estratégias para que possamos ter sucesso, sem sermos esgotados e mastigados pelo tempo devorador. 


 O MURO DEVORADOR
 Um conto-poema de Dan Tell sobre o tempo e a
 ansiedade. Saiba mais aqui! 




Abaixo, algumas ideias de Tony Scwartz, que você encontrará no áudio.

"O que é necessário para uma pessoa atingir o seu potencial? 

O que torna possível o ser humano construir ao longo da sua vida uma versão mais rica, mais profunda do que ele é? 

O grande problema: 
Sua demanda tende a aumentar ao longo do tempo. E a capacidade tende a diminuir. 







A solução:
Você precisa de um recurso diferente para realizar mais, em menos tempo. Este recurso é a energia. 

É necessário construir um reservatório de energia. 

Assim terá mais capacidade. 

Um ser humano requer um conjunto mais complexo de energia (4 tipos) para realizar o seu melhor.
 

Clique no botão do player abaixo para ouvir o primeiro trecho da palestra: 





"Vocês verão que este trabalho está orientado um pouco no sentido físico, porque em grande parte é onde tudo começa. Tudo começa com o corpo." (Tony Scwartz)


O RESGATE DO CORPO PERDIDO
Por que a transformação começa com o corpo? 


No próximo post, conheça as 4 esferas de energia que possuímos, e que devemos equilibrar em nós, para atingirmos o sucesso e alcançarmos nosso mais alto desempenho.  

Parte 02. Clique aqui para acessar! 


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